Ontem soube dos preparativos para o Encontro Nacional dos Palhaços, na Câmara Federal, em Brasília. Nem pensei em disputar espaço com essa pérola na coluna do jornal estadual, no contato diário com o colega da redação. Imagina, piada pronta do tipo imperdível. O encontro sugerido por políticos prevê a instituição do Dia Nacional dos Palhaços como objetivo final, embora se justifique pela pauta de discussões sobre as demandas da profissão desses sorridentes personagens que aprendemos a amar desde a infância. Alegres por ofício, tristes pelo descaso e pela própria natureza do clown, centenas deles estarão lá na capital do governo brasileiro, formando a claque dos verdadeiros artistas desse picadeiro. Certa vez conheci o Carequinha, sem fantasia, e não achei graça nenhuma no que seus olhos expressavam ao falar da vida, da carreira. Não maldava as brincadeiras "E o palhaço o que é? É ladrão de mulher!" que moralistas e chatos hoje condenam. Aliás, educadores e psicólogos igualmente repudiam os ensinamentos praticados pelo palhaço com canções como "O bom menino não faz pipi na cama..."
Os tempos são outros, nossos pais acham isso tudo uma frescura dos modernos e informados pais e seus especialistas de plantão em consultórios, nas escolas e nas revistas de pais e filhos. Sei lá, Carequinha me parecia bacana, mas era um cara sofrido, tinha problemas, defeitos e virtudes por trás daquele sorriso pintado na cara, como muitos com os quais convivemos ou esbarramos por aí.
Em 1999, ainda em São Paulo, entrevistei o marketeiro-auto ajuda professor Marins. Adivinha o que ele me deu? Um nariz de palhaço, o mesmo que virou sua marca registrada de protesto contra os abusos praticados pela empresas e marcas para com os clientes e consumidores em geral. Nunca usei o acessório, mas não me livro da sensação de que deveria sacá-lo da bolsa de vez em quando. Só que as mazelas sociais, a política, uma embalagem na prateleira com a validade vencida, o taxista metido a esperto, a mensalidade escolar paga no período de férias, nada me tira o prazer de abrir meu vasto sorriso todos os dias. Nem de soltar uma sonora gargalhada, no meu melhor estilo. Por isso, palhaços reunidos em Brasília sorriam porque é melhor ser alegre que ser triste. A alegria é a melhor coisa que existe. É assim como a luz no coração.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Minha ondinha
Eu e Camila Pitanga, as jambo mais folgadas do Brasil, não abrimos mão de uma boa curadoria nessa área. Essa é minha nova ondinha nos percursos, aumenta tudo e depois me fala se meus ouvidos se enganam.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
El mango
Impossível não acordar sorrindo num dia como o de hoje, de céu muito azul, ouvindo os pássaros em um coral desatinado, cada com sua própria canção. Hoje comemos peixinho, salada com manga (depois passo a receita do linguado com molho de manga que preparei no sábado e recebi os aplausos da crítica mais exigente, minha filha e minha sobrinha) e nos preparamos para, agora à noite, montar nossa árvore de Natal. Era para ser uma nova decoração, toda com pinhas e laços dourados, um lux!
Mas acontece que a Bela pediu para usar também os enfeites antigos, ela adora os ursinhos e outros badulaques que temos desde São Paulo. Resolvi, então, que será dela a autoria da decoração, mesmo que pareça descontrol ou nada "chique" (não há nada mais cafona do que esse termo ou aspiração).
Afinal, que graça tem em comer a manga picadinha e de garfo, né? Guardo até hoje a foto que minha nutricionista da Sinhá Saúde (cozinha saudável e educação nutricional na pré-escola) me deu em um material para as atividades de estímulo ao consumo de alimentos saudáveis. Um menino com o rosto todo pintado do amarelo e viscoso suco da manga, segurando o caroço descabelado da fruta.
Para que a comunicação com a criançada surtisse resultados, lá na Sinhá, os recursos aplicados eram os que falam aos sentidos na infância: brincadeira, bagunça, lambança. Além de atenção e amor, evidentemente. Então, vamos ver o que será de nossa árvore by Bela. Depois conto, mas só tenho a esperar o melhor.
Mas acontece que a Bela pediu para usar também os enfeites antigos, ela adora os ursinhos e outros badulaques que temos desde São Paulo. Resolvi, então, que será dela a autoria da decoração, mesmo que pareça descontrol ou nada "chique" (não há nada mais cafona do que esse termo ou aspiração).
Afinal, que graça tem em comer a manga picadinha e de garfo, né? Guardo até hoje a foto que minha nutricionista da Sinhá Saúde (cozinha saudável e educação nutricional na pré-escola) me deu em um material para as atividades de estímulo ao consumo de alimentos saudáveis. Um menino com o rosto todo pintado do amarelo e viscoso suco da manga, segurando o caroço descabelado da fruta.
Para que a comunicação com a criançada surtisse resultados, lá na Sinhá, os recursos aplicados eram os que falam aos sentidos na infância: brincadeira, bagunça, lambança. Além de atenção e amor, evidentemente. Então, vamos ver o que será de nossa árvore by Bela. Depois conto, mas só tenho a esperar o melhor.
domingo, 29 de novembro de 2009
Cinema para viajar
Forianópolis receberá o Festival Internacional de Cinema de Turismo, em maio de 2010. É a primeira vez que a mostra acontece no Brasil, Santa Catarina acaba de captar. Filmes institucionais e comerciais dividirão a programação na capital. Aventura, esportes, cultura e gastronomia, em documentários, peças promocionais, longa e curta-metragem. Os filmes comerciais sobre vinhos, como Sidways - Entre umas e outras (Alexander Payne/2004/EUA) podem estar na mostra. Dois caras, o escritor fracassado Miles e inconformado com o divórcio e Jack, um ator boa-vida prestes a casar, viajam para uma inusitada despedida de solteiro pela região produtora de vinho na Califórnia. Entre uma degustação e outra divertem-se com a vida e suas situações. Bom como uma taça de Merlot.
Essa é exclusiva do Bom bocado, falei com um dos organizadores na sexta.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
On the road
Rock to Sleep, a trilha perfeita para a vista do mar grosso nas curvas de sempre, a caminho de casa. Just be thankful for what you got! Entendi, thank you, William DeVaughn. Aumento o volume na hora em que o caminhão ultrapassa e encaixa sua interminável carroceria em nossa frente, me fazendo pisar levemente tensa no freio e respirar aliviada. "Deus é pai. Graças a Deus" era que trazia grafado em letras brancas sobre a lona preta, que seguimos até o próximo desvio da BR desordenada pelo progresso. Um túnel sai do meio do morro verde, que pena, que bom. O cenário se trasforma e sentimos saudade, vontade de desacelerar o que tem pressa. O verde se transforma em branco, rosa desbotado de rocha detonada.
Calor insano en la Isla, asfalto derretendo. Pantera libera uma fúria a que todo zen tem direito, nem que seja de vidro fechado, no ar condicionado. What did you say? Are you talking to me?
Y hoy, que horas son, mi corazón?
Calor insano en la Isla, asfalto derretendo. Pantera libera uma fúria a que todo zen tem direito, nem que seja de vidro fechado, no ar condicionado. What did you say? Are you talking to me?
Y hoy, que horas son, mi corazón?
Nonocha
- Na semana que vem temos um evento aqui também,vai ser bem legal.
- Que bom, se der...eu venho.
- Pode vir assim mesmo como você está, o pessoal é bem simples.
Tentei, mas foi inevitável, meus ouvidos têm atração para essas coisas e também juro que lutei para não comentar, mas não consegui. Pronto, falei.
Nonocha = No notion
- Que bom, se der...eu venho.
- Pode vir assim mesmo como você está, o pessoal é bem simples.
Tentei, mas foi inevitável, meus ouvidos têm atração para essas coisas e também juro que lutei para não comentar, mas não consegui. Pronto, falei.
Nonocha = No notion
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
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